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Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista

Drones, câmeras térmicas e satélites ajudam a prevenir queimadas em Rio Preto O avanço das queimadas antes mesmo do período mais severo de estiagem acendeu...

Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista
Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista (Foto: Reprodução)

Drones, câmeras térmicas e satélites ajudam a prevenir queimadas em Rio Preto O avanço das queimadas antes mesmo do período mais severo de estiagem acendeu o sinal de alerta no Noroeste Paulista. De janeiro até o fim de maio de 2026, o Corpo de Bombeiros já contabilizou 824 ocorrências de incêndio na região, o que representa um aumento de 25% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram anotados 659 registros. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O cenário é ainda mais preocupante em São José do Rio Preto (SP), onde a alta de incêndios atinge 40%. Nos primeiros cinco meses deste ano, o município registrou 320 queimadas, contra 229 flagrantes no mesmo intervalo de 2025. A maior parte do fogo se concentra em áreas de vegetação natural. Para tentar frear o avanço das chamas e identificar os causadores dos danos ambientais, a Polícia Militar Ambiental passou a apostar em tecnologia de ponta, utilizando drones com câmeras térmicas e monitoramento via satélite durante o patrulhamento. LEIA TAMBÉM Campanha Termômetro Solidário da TV TEM arrecada roupas e itens de inverno no interior de SP; veja como doar Bombeiros iniciam 6º dia de buscas por homem que desapareceu em Ilhabela Médica reanima e salva passageira em parada cardíaca durante voo: 'Muito intenso' Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista TV TEM/Reprodução Drones e câmeras térmicas Nesta semana, as equipes intensificaram as vistorias em áreas consideradas de alto risco de incêndio, como os aceiros na mata do antigo Instituto Penal Agrícola, que integra a Floresta Estadual do Noroeste Paulista. No ano passado, o fragmento de mata nativa sofreu com a destruição provocada por um grande incêndio florestal. Por terra, os policiais verificam as faixas de terra limpa que servem para evitar a propagação do fogo. Já pelo ar, os drones cobrem perímetros de difícil acesso. As aeronaves são equipadas com sensores térmicos capazes de detectar focos invisíveis a olho nu no plano horizontal. "O drone ajuda demais na otimização dos meios. Às vezes, nós não temos tanto recurso humano, mas com uma aeronave dessa, nós conseguimos visualizar uma área muito maior em menos tempo, o que faz a gente conseguir entregar um trabalho muito melhor para a população com um custo muito menor. Ele tem uma assertividade muito grande porque ele está vendo de cima, ele consegue tirar imagens muito precisas e mostrar exatamente locais onde precisa ser realizada uma manutenção", explica o tenente da Polícia Ambiental, João Pedro Machado. Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista TV TEM/Reprodução Satélites Além do monitoramento local, a corporação utiliza imagens de satélites para rastrear, em tempo real, as cicatrizes das queimadas na região e cruzar dados com os mapas de áreas protegidas. "Eu consigo identificar pela imagem de satélite, a área que foi queimada. Já localizo no sistema se é eventualmente autorizado ou não para os casos passivos de licenciamento e se atingiu ou não vegetação nativa ou Áreas de Preservação Permanente. Durante a fase vermelha da Operação Corta Fogo, esse trabalho é intensificado e as equipes vão em todos os focos de queimada", detalha o cabo Erik Lima Ferreira. A Polícia Ambiental reforça que provocar incêndios, além dos graves prejuízos à saúde pública e à qualidade do ar, é considerado crime ambiental. Com o início da estação seca, a queima de entulhos, folhas ou lixo em terrenos urbanos e rurais deve ser totalmente evitada. "Tudo isso aqui ajuda na qualidade do ar, ajuda na temperatura do município. Uma estação ecológica, uma unidade de conservação. Toda população tem o dever de estar preservando. Nós temos que ajudar, pelo menos, não colocando fogo. É uma quebra de paradigma, de costume que nós temos e é crime", alertou o tenente. Initial plugin text Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM